Clube Indaiá reforça acompanhamento técnico sobre a presença de capivaras
Capivaras no entorno do lago do Clube Indaiá: presença da fauna silvestre é acompanhada com monitoramento técnico e ações contínuas voltadas à segurança, saúde ambiental e convivência responsável. (Foto: Carol Oliveira)
O Clube Indaiá segue monitorando de forma ativa e responsável a presença de capivaras em suas dependências, especialmente na região do lago, tema que tem sido tratado com atenção permanente pela Diretoria Executiva em conjunto com órgãos ambientais e especialistas.
A presença desses animais faz parte da realidade ambiental da região e está diretamente relacionada às características naturais do clube, que possui um lago com cerca de nove hectares e áreas verdes, dentre elas uma Área de Preservação Permanente (APP), que funcionam como atrativos naturais para a fauna local. Com o passar dos anos, no entanto, o aumento gradual da população, que passou de aproximadamente 40 para mais de 200 capivaras, trouxe novos desafios relacionados à convivência diária com os frequentadores.
Entre as principais preocupações estão: a aproximação dos animais a áreas de convivência, a manutenção da limpeza dos espaços comuns, a saúde ambiental e a necessidade de planejamento técnico adequado para qualquer medida futura.
O tema não é recente e vem sendo acompanhado pelo clube há mais de uma década. Em 2014, já havia sido solicitado apoio técnico da Polícia Militar Ambiental para avaliação especializada e orientação sobre possíveis encaminhamentos.
A bióloga Nayara de Carvalho e o presidente da diretoria executiva, Carlos César, durante reunião realizada na sede do IMAM em setembro de 2025. (Foto: Carol Oliveira)
Mais recentemente, o assunto avançou por meio de articulação junto aos órgãos ambientais e ao Ministério Público, resultando na realização de estudo técnico conduzido pelo Instituto do Meio Ambiente de Dourados (IMAM). As análises indicam que a disponibilidade constante de gramados e áreas verdes urbanizadas cria condições favoráveis para a permanência e organização social das capivaras, o que explica o crescimento da população ao longo do tempo.
As orientações técnicas apontam que soluções eficazes dependem de planejamento integrado e ações coordenadas em âmbito municipal, envolvendo estratégias como fortalecimento de corredores ecológicos, melhorias na conectividade entre áreas verdes e medidas estruturais que permitam deslocamentos mais seguros da fauna.
Também foi destacada a importância da continuidade dos estudos, incluindo monitoramentos mais detalhados para subsidiar decisões baseadas em evidências científicas.
Enquanto o processo técnico segue em andamento e as definições são construídas junto aos órgãos competentes, o Clube Indaiá mantém ações permanentes voltadas à segurança e ao bem-estar dos associados.
Entre elas, está a designação de colaborador exclusivo para limpeza da área próxima ao lago, garantindo a remoção frequente de resíduos deixados pelos animais. O clube também realiza controle periódico de pragas, com aplicação técnica direcionada ao combate de carrapatos e outros vetores, seguindo orientações ambientais e protocolos de segurança.
Essas medidas buscam minimizar impactos e assegurar que as áreas de convivência permaneçam limpas e adequadas ao uso diário.
Sobre o tema, o presidente da Diretoria Executiva do Clube Indaiá, Carlos César, destacou:
“Já acompanhava essa situação de perto quando era vice-presidente na gestão anterior, e sempre tive consciência da complexidade e da importância desse tema. Em março do ano passado, inclusive, participei de uma reunião com a equipe do IMAM para discutir a criação de um plano de manejo para as capivaras do nosso lago. Agora, como presidente, reafirmo o compromisso de dar continuidade a essa pauta, que também é uma preocupação de toda a nova diretoria. Seguiremos trabalhando com responsabilidade para encontrar uma solução que preserve o meio ambiente e, ao mesmo tempo, garanta a segurança e o bem-estar dos nossos associados.”
O Clube Indaiá reforça que qualquer intervenção envolvendo fauna silvestre depende de autorização técnica e legal dos órgãos ambientais competentes. Por isso, todas as decisões são tomadas com base em estudos especializados e dentro das normas ambientais vigentes.
A gestão segue empenhada em buscar soluções equilibradas, que respeitem o meio ambiente e garantam a qualidade da experiência dos associados, mantendo diálogo constante com autoridades e adotando medidas práticas no dia a dia.
Confira o relatório realizado pelo IMAM sobre monitoramento das capivaras do Clube Indaiá, aqui.
Por: Carol Oliveira - Jornalista - MTE nº.979/MS